Movimento sem teto faz ocupações em São Paulo e resiste às reintegrações de posse

MOVIMENTO SEM TETO FAZ OCUPAÇÕES HISTÓRICAS EM SÃO PAULO E RESISTE ÀS REINTEGRAÇÕES POSSE

Desde o dia 07 de novembro de 2011, os Movimentos de Movimentos de Moradia filiados à Central de Movimentos Populares, a Frente de Luta Pela Moradia e a União dos Movimentos de Moradia, vem desencadeando uma intensa luta por moradia no Centro da Cidade de São Paulo.

Durante a madrugada do dia 07 de Novembro, em pouco mais de duas horas foram realizadas mais 10 ocupações de prédios públicos e privados, mobilizando mais de 4 mil pessoas.

Esta com certeza é uma das maiores jornadas de luta pela moradia, articuladas pelos Movimentos Sem Teto da área central da cidade de São Paulo.

As ocupações ocorreram porque o Secretario Municipal de Habitação, há mais de um ano vem se recusando a dialogar com os Movimentos Sem Teto, e ainda, vem tratando com descaso todas as tentativas de negociação solicitadas pelo Movimento.

Cansados da truculência e do autoritarismo do Senhor Secretario de Habitação Ricardo Leite, e da falta de política habitacional para o centro, os Movimentos decidiram partir para uma luta sem tréguas, para exigir um Programa de Moradia, que atenda as demandas dos Sem Teto que vivem, lutam e trabalham centro

Os Sem Teto exigem transparência e critérios na discussão de demanda, e que o Programa Renova Centro saia de verdade do papel. Exigem a retomada das obras do Casarão da Rua Carmo, com a destinação dos apartamentos para famílias que há anos aguardam a conclusão deste empreendimento, e lutam ainda, pela devolução do dinheiro da desapropriação do São Vito e Edifício Mercúrio ao Fundo Municipal de Habitação para compra de outros imóveis no centro para famílias de baixa renda.

Desde o dia 10 de novembro, a Secretaria de Habitação, a Cohab SP, e os especuladores privados vem reintegrando os vários imóveis ocupados, demonstrando também a insensibilidade do poder judiciário para com os problemas sociais da cidade.

Não basta reconhecer a justeza das demandas do Movimento, por uma questão de justiça, o judiciário deveria suspender todas as liminares nas ocupações que ainda resistem.

O Ministério das Cidades deve também intervir nesta questão, para construir alternativas para o dialogo e a negociação, considerando que grande parte dos recursos para o Programa Renova Centro, poderão vir a ser destinados pelo Governo Federal.

São Paulo, 22 de novembro de 2011.

Central de Movimentos Populares – Brasil

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