Expulsos de favela em Ribeirão Preto “garimpam” em busca de bens

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/940230-expulsos-de-favela-em-ribeirao-preto-garimpam-em-busca-de-bens.shtml

07/07/2011 – 10h16
Expulsos de favela em Ribeirão Preto "garimpam" em busca de bens

DE RIBEIRÃO PRETO

Desde o final da tarde de terça-feira (5) e ontem, durante o dia todo,
ex-moradores da favela da Família vasculharam os escombros deixados
pelos tratores que derrubaram os barracos, após a ação da PM que
esvaziou o local.

Reintegração de posse termina em confronto em Ribeirão

A área ocupada fica na região do Jardim Aeroporto. Cerca de 700
famílias que vivem no local foram informadas na semana passada sobre
uma decisão judicial de reintegração de posse da área, que é
particular. Houve confronto entre moradores e policiais durante a
reintegração.

Silva Junior/Folhapress

Morador retorna à favela da Família para procurar bens que ficaram nos
barracos derrubados na ação de terça

Entre pedaços de madeira, arame, ferro retorcido e pequenos montes de
entulho incendiados os desabrigados procuravam recuperar bens,
dinheiro, roupas e documentos.

O segurança Gilmar da Silva, 55, ficou durante a manhã de ontem
separando e queimando tábuas do seu antigo barraco. Ele disse que é
aposentado por motivos de saúde e que tentava encontrar algum bem que
tivesse sobrado.

"Só posso lamentar. Meus documentos e tudo o que eu tinha está embaixo
desse monte de madeira."

Questionado sobre o aviso prévio de que os moradores teriam de sair,
Silva disse: "Na verdade, ficou uma confusão. Uns diziam que a gente
ia ter de sair, depois outros falavam que não. No fim, ficou tudo em
cima da hora".

A desempregada Ana Maria Rodrigues de Moura, 50, afirmou que foi
‘arrancada’ por um policial da casa onde morava com o marido e dois
filhos.

"Eu não tive tempo de fazer nada, nem de voltar para pegar a minha
bolsa com os documentos." Ela contou ter retornado ao local anteontem
e conseguido recuperá-los. "Mas as coisas do meu marido não consegui
achar."

O cenário de destruição também foi visitado por moradores de favelas
próximas, que estavam em busca de algo que pudesse ser reaproveitado.

Silva Junior-5.jul.2011/Folhapress

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